Você é uma ruína daquelas que eu quero descobrir, mas não tenho coragem de chegar perto. É feito um arranha-céu convidativo, inaugurado no centro de uma grande cidade, com incontáveis andares, que me aguça a curiosidade de ir ao topo, mas desfaleço ao subir. Você é um barco em mar aberto, na tempestade, que me protege e, paralelamente, me amedronta pelo balanço. É feito uma piscina funda e aquecida, em dias frios, mas acontece que eu não sei nadar. Você é uma eterna antítese: é a certeza de que a dúvida existe. É som emudecido. Você é um beco sem saída. É o traçado de um labirinto, com linhas tênues, que variam da loucura à sanidade. Você é um campo minado.
Por um lado, você é o aglomerado de todos os meus medos. Por outro, é a projeção dos meus desejos mais insanos.
Você é como um quarto escuro, sem janelas e portas. Eu sou claustrofóbica.
Você é precipício. E eu tenho vertigem.
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